Viver é agüentar o tranco de todos os problemas que surgem sem parar entre o dia que alguém trouxe você à luz até o dia em que a luz definitivamente se apagar. Enquanto isso, a gente vai produzindo e aproveitando os bons momentos para recarregar as baterias da paciência, para suportar os chatos. Isso mesmo, os chatos.

Chato, sabe aquele que não produz mas está sempre pronto para criticar quem fez? Ou aquele professor que ao invés de ensinar usa seu tempo para dizer que os alunos são burros? Ou aquela pessoa que tira o seu prazer em comer uma batata-frita por causa do colesterol ou uma bomba de chocolate por causa do açúcar que vai te deixar com diabetes, sem falar daquela história de que tudo engorda? Ou aquele ainda que é vegetariano e insiste em comer todo dia numa churrascaria só pra ofender todo mundo que freqüenta? – Nada contra os vegetarianos! -  E ainda, aquele ateu que vai à igreja só para dizer que Deus não existe? Chatos! Esses são só alguns dos chatos…

Não sei, mas ultimamente tenho reparado muitos nesses parasitas caminhando por aí, reclamando de tudo… principalmente no metrô, brigando por causa do embarque preferencial.  Todo santo dia tem alguém reclamando das duas portas exclusivas para isso. Gente! Praticamente todo mundo vai chegar à terceira idade; praticamente toda mulher será uma gestante; todo mundo está sujeito a ter um filho com deficiência ou se tornar um. Respeito! É a base para convivermos sem chatices!

Chato é, enfim, o vírus anônimo da bactéria instalado no intestino do inseto vetor que transmite a doença que mata quem está tentando viver e ser feliz. 

Primeiro, gostaria de me desculpar pela ausência no Malagueta nessas últimas semanas. Está difícil conciliar assessoria, redação, inglês e faculdade. Mas eu continuo aqui, firme e forte, apesar de não estar nos meus melhores dias! 

Ultimamente tenho notado muitas mudanças ao meu redor. Estive conversando sobre o filme “Efeito Borboleta” e, realmente, parece que tudo tem acontecido repentinamente. Quando digo tudo, refiro-me às minhas coisas, às suas, às do mundo, tudo! Num piscar de olhos parece que tudo muda. Dentro e fora da gente também. Os tempos estão mudando. O mundo fica complicado. Tudo que se quer são respostas, explicações. Mas são mil perguntas sem resposta. Quero ir à luta. Já estou nela. Quero essas respostas! E cada dia, por cada dificuldade que tenho enfrentado, tenho mais vontade de ter essas respostas.

É hora de ressignificar, aproveitar que ainda estamos no começo do ano. Sempre é bom. Há necessidade de um tempo. Só que parece que ninguém no planeta consegue entender. E isso pode durar alguns instantes ou uma eternidade. Porém, é um alívio descobrir que não somos únicos a ter essas sensações… 

Ps.: acabei de ler o que escrevi. Acho que ficou um caos, meio confuso. É o cansaço que me deixou com dificuldade para me expressar… às vezes, acho que tenho falado grego… mas não é motivo para não publicar…

Hoje é uma das segundas-feiras mais legítimas do ano: a primeira depois de todo o rescaldo do Carnaval. Agora não tem mais folia tardia, nem desfile das campeãs, nem trio elétrico, nada.

Acabou mesmo!

O ano letivo, efetivo, real de 2008 começou! E junto, a nossa correria de sempre, outra vez!

Até as aulas da faculdade começam hoje também.

Feliz ano novo, de fato!

Não é todo dia que você acorda animado, feliz e de bom-humor, com o estoque de piadas e observações irônicas bem carregado e aquela vontade de levantar e sair vivendo. Porém, tenho visto muitas pessoas numa péssima onda emocional, desanimadas com o trabalho e com a vida em si. Essa situação tem sido tão constante que até me rendeu um post (não que eu seja uma especialista em auto-ajuda, não curto muito o gênero. É mais para dar uma estimulada para quem está precisando mesmo, sabe aquela palavra daquele ombro amigo? É bem por aí).

Graças, eu estou numa onda emocional muito boa (apesar de um contratempo sentimental no sábado de carnaval – já resolvido), pena que algumas pessoas ao meu redor não podem dizer o mesmo, por estarem sem rumo, estarem em um job ruim, por não terem job algum, por crises familiares, sentimentais e afins. Aliás, na sessão Apimentados do Malagueta, tem o blog da Silvia chamado “Consulta Sentimental”, ótimo para tais questões.

O meu recado é o mesmo que dei para uma amiguinha a quem quero muito bem: o desânimo, a tristeza e a falta de empolgação pode fazer com que não se enxergue oportunidades boas, momentos bons que podem dar um novo rumo, um novo sentido para essa jornada da vida.

Portanto, (isso vai soar meio “O Segredo”. Tá…ok…tudo bem), agradecer pelas coisinhas boas que nos acontece, pensar no presente e ter paciência para esperar chegar o que está reservado é uma boa alternativa para enxergar melhor as situações, analisá-las e tomar decisões. Comigo, essa onda emocional positiva demorou para chegar e parecia que nada de estimulante acontecia para levantar o meu astral. É só não desistir. O mundo gira, te leva à novas pessoas, te oferece novas oportunidades, na medida em que tudo acontece.

Avante amigos!

Depois de um sábado dificílimo, com fortes dores devido à minha musculação cardíaca (sim, porque concluí que sofrimento amoroso treina o coração. Pelo menos, quando acontecer uma coisa pior mesmo, meu coração vai estar preparado), queria escrever um post mais interessante, mas pela primeira vez nesse espaço, precisava vomitar meu incômodo.

Porém, como tento ver o lado bom, finalmente me conformei que sofrer não é assim tão ruim. Sofrer está na moda… muita gente famosa está sofrendo também…que seja.

Mas que está na moda, está. Então eu fico até contentinha de, ao menos uma vez na vida, estar na moda. E pra encerrar, a mais pop de todas que está deprê: a Sra. Malagueta. Pois é… quem conhece a Sra. Malagueta sabe que ela vive de vez em nunca dramas intensos. Ok, Eu supero. E cá estou eu, chorando as minhas pitangas. Por motivos sérios para mim, mas não o fim.

Mas tudo bem, não dá nada. Eu me contento em ser a ‘base’, a pessoa com quem se pode sempre dividir os problemas, conversar. E eu prometo me comportar direitinho, até eu poder lançar meu próprio disco depressivo. (Não, isso soou meio “emo”. – nada contra, nem a favor).

Só sei que vou aproveitar essa ausência, que hoje decidiu me fazer companhia, num sábado de carnaval…

Cultivo uma relação de amor e ódio com essa popular festa de tradição, animação, baticun-dum, zirigui-dum e nudez semi-explícita. Confesso que as marchinhas de antigamente deveriam ser mais legais: era festa do mesmo jeito, sem muita exibição física de mulher – super – bonitona – cheia – de – plástica – e – silicone – que – precisa – vender – a – imagem – pra – ser – feliz – e – ter – dinheiro (odeio!). Fora isso e pela festa, decoração e outras coisitas, o carnaval de hoje é até bonito.

Amo carnaval porque é feriado. E todo carnaval ia viajar com os meus padrinhos quando pequena. Sempre era a melhor época do ano porque eram as melhores viagens. E tenho as melhores lembranças.

Nunca fui de assistir as escolas de samba, mas sempre admirei o trabalho, o esforço, a união e a dedicação dessas equipes, tudo pra uma noite apenas, uma única vez ao ano.

O que sempre gostei de ver mesmo é o momento da apuração. É muito hilário porque além de ter aquele indefectível locutor que chama as escolas pelo seu nome completo e anuncia “notahhhh… dehhhhzzz” quando a escola se dá bem em algum quesito, é muito engraçado ver o povo da comunidade se esmerilhando por um mísero décimo de ponto. Tudo bem, sei que eles estão certos, depois de trabalharem o ano inteiro naquilo, é normal cobrar reconhecimento. Outra, um décimo já decidiu muitos Carnavais. Mas é engraçado.

Sem contar o background da televisão, que mostra por trás da tabela com as notas, os sambistas chorando, xingando ou pulando feito crianças que ganharam um brinquedinho novo, dependendo do parecer do jurado. E os gritos de guerra então? Os gritos de guerra inter-comunidades também são ótimos, tudo gritado por gente de toda idade, credo e cor, inclusive vovozinhas que devem guardar o estoque de palavrões para descontar na Sapucaí. Isso é que é festa democrática…

Um bom carnaval pra vocês que vão viajar, que vão assistir as escolas de samba ao vivo ou em casa por não ter opção e não ter podido viajar.

Enfim, curtam o feriadão porque depois dele, realmente o nosso verdadeiro ano novo vai começar!

 

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-          Vô, cê tem medo de monstro?

-          Não sei. Nunca vi um.

-          Nunca?

-          Nunca.

-          Eu tenho medo de monstro.

-          Você já viu um?

-          Não, mas tenho medo de ver.

-          E se não aparecer nenhum? Aí você gastou medo à toa.

-          E se aparecer?

-          Você acha que pode aparecer? Agora, de dia, aqui no parque?

-          Agora não.

-          Então agora você não tá com medo.

-          É, agora não.

-          Então é só às vezes que você tem medo.

-          É, não é toda hora.

-          Que hora que você tem medo?

-          De noite.

-          No escuro?

-          É, no escuro.

-          Acende a luz.

-          Aí ele vai embora?

-          Nunca ninguém viu monstro com a luz acesa.

-          Não consigo levantar, vô, para acender a luz. Fico com medo.

-          A gente vai dar um jeito.

-          Cê nunca teve medo de monstro?

-          Eu tinha. Quando eu era menino, eu tinha medo de um monstro que chamavam de Capeta.

-          Como que ele era?

-          Ah, falavam que tinha chifre, rabo, dentão, olhão vermelho, focinho de javali, era cascudo, fedia. Outra hora falavam que ele se disfarçavam igual pessoa comum, falavam que ele gostava de se disfarçar de mulher bonita.

-          Mulher? Ele era gay?

-          Era também, era tudo, podia ser qualquer coisa, tinha muitos poderes.

-          Era do mal?

-          O pior do pior do pior.

-          Que aconteceu com ele?

-          Já era. Os meninos cresceram, esqueceram dele, deixaram para lá.

-          Cê viu ele?

-          Claro que não. Eram histórias que contavam, bobagem. Depois que a gente cresce, esquece os monstros.

-          Eu sonho com eles.

-          E aí acorda.

-          Ahn-hãn. E aí eu penso que eles estão lá no escuro.

-          Preste atenção: os monstros só existem nas historinhas, nos desenhos, nos sonhos e no escuro. Daqueles que você vê nas historinhas e nos desenhos você não tem medo.

-          Não.

-          Por quê?

-          Eu tenho bonequinhos de monstros, eu brinco com eles e não tenho medo. São meus bonecos preferidos.

-          Eles querem pegar você?

-          Não. Eles têm um inimigo do bem, e o inimigo vence eles.

-          No sonho eles querem pegar é você.

-          É.

-          Aí você, com sua esperteza, acorda! Ahá! Você conseguiu fugir deles quando acordou. Aí o quarto ta escuro e você não sabe se eles estão lá escondidos para te pegar.

-          É.

-          E estão?

-          Estão?

-          Já sei: vou te dar uma lanterna! De três pilhas, de gente grande, prateada! Vai ser a sua espada!

-          Uma espada luminosa!

-          Isso! Uma espada de luz, de Cavaleiro Jedi. Você mata o seu monstro na hora. Monstro não vive na luz, ele desaparece.

-          Legal! Aí, vô, se o seu Capeta aparecer, pode me chamar.

Ps.: Eu tinha medo do Tôtomi…

(Homenagem ao Ivan).

Sabe aquela sensação de que tudo vai dar pé?! Pois é, tenho tido essa sensação desde meados de dezembro depois de trabalhar com pessoas maravilhosas e fazer uma nova amizade que mudou a minha rota de caminho.

E através dessa amizade consegui ajudar outra amiga muito querida no âmbito profissional.

Essa nova amizade me ajudou a entender muitas coisas, a valorizar outras e fez eu me sentir confiante como nunca para conseguir o meu novo job na Communica Brasil.

Só digo uma coisa: é muito bom ser ajudado e poder retribuir isso demonstrando a sua gratidão a quem ajuda e poder também ajudar, dar uma oportunidade a uma pessoa que você quer tão bem.

Novos desafios vêm por aí! Confesso que eles têm me dado um frio na barriga, mas tenho certeza que servirão como crescimento para mim. Novo ano, novos planos, novos trabalhos, tudo novo!

Sabe aquela história de pensar e desejar tudo o que quer no presente? Pois é, o presente é “o que há” no momento!

E como falei antes, estou com a sensação que tudo vai dar pé! Comecei o ano bem, com o pé esquerdo! – Calma, isso é bom, eu sou canhota!

Avante!

Para 2008, tracei alguns planos (tá bom, sei que isso é manjado. Mas é sempre bom pensar na vida de vez em quando).

Eu decidi que neste ano vou aprender polonês. E aprender bem aprendido mesmo, como se deve, e não formando sete frases de efeito para usar com os amigos. Já dei entrada na papelada e tudo no consulado (só não farei se eles não me selecionarem para a próxima turma). Chega de ser uma ignorante que sabe duas ou três línguas mais ou menos. Também vou tratar de começar a terminar o meu inglês.

Vou mais vezes ao cabeleireiro e à manicure em 2008, tanto que já comecei bem: cortei as minhas madeixas no ombro. Chega de fazer contas como “se eu gastar R$10 por semana com essa bobagem de fazer unhas, em um ano serão R$ 520 dissolvidos em acetona”. Besteira: ficar apresentável é uma meta agora.

Em 2008 eu quero fazer mais exercícios. Ioga, que seja. Pilates seria meu preferido, mas com o gasto fixo do salão de beleza, acho que não vai dar. Ó eu, já arrumando desculpas… Que seja qualquer corridinha de meia hora bate-volta até a avenida: em 2008 eu vou fazer mais exercícios. Já sei, vou seguir o conselho de “especialistas”: descer um ou dois pontos antes ou depois de cada lugar que eu for! Pronto!

Decidi que neste ano vou marcar mais happy hours com os amigos. Essa história de ver as pessoas a cada 4, 5 meses já está se tornando ridícula – e me deixando com fama de tratante.

Ah! Este ano eu quero mais estabilidade. E quero estabilizar minha profissão, não só fazer mais dinheiro, mas me orgulhar mais do que estou fazendo.

Vou viajar mais, custe o que custar!

E vou aplicar uma verba na minha poupança, porque tenho uns planos pra fazer minha vida. É bom ter uma graninha guardada, nunca se sabe. E outra, é garantia de alguma coisa mais pra frente também.

Neste 2008 também vou desenvolver ou descolar mais umas duas ou três receitas genuinamente criativas e gostosas. O que eu sei cozinhar já está ultrapassado.

Este ano eu quero melhorar muito mais meu desempenho na universidade, muito mais que no ano passado. Me dedicar ao máximo e me estressar menos por causa de grupo, trabalho acadêmico, brigas por quem faz, fez ou deixou de fazer.

Este ano eu tenho muitas resoluções. Espero que vocês também as tenham. E que 2008 nos traga todas elas.

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Tenho certeza de que 2008 trará grandes alegrias, pequenas tristezas, alguns problemas, muitas soluções, pequenas derrotas e grandes vitórias para todos nós, por que esta é a vida, independente do ano em que estejamos.

Então, já que é assim, não deixem de aproveitá-la em nenhum instante, pois haverá uma experiência nova a cada minuto. E esta é a grande graça de viver!

Obrigada a todos pelas visitas ao Malagueta em 2007 e um feliz ano novo bastante apimentado para vocês!

Até 2008!

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