Se a gente for pautar nossa felicidade a partir das justiças e injustiças da vida e de tudo, estaremos condenados ao calabouço dos infelizes. Toda essa midiosfera que nos envolve está cheia de exemplos, a começar pela política, e por aí vai. Porém, citá-los aqui seria um livro sem fim.

Só que a Justiça e a Lei não são o que temos em mente. Penso que há duas soluções: lutar pelos ideais coletivos nos quais acreditamos, de maneira sensata; e ampliar os horizontes e desfocar os olhos das coisas que nos causam irritação, incômodo, inveja.

Nós comemos comida estragada? Produtos vencidos? Não – a não ser que não nos preocupemos com a data de validade. Então, não podemos, não devemos consumir nada em nenhum meio que não seja bom para nós, também na comunicação.

É bem como meus professores e colegas de profissão falam: “não gostou? Mude”. Mudemos o canal, mudemos o mundo, mudemos o jeito de pensar. Não é nos destruindo ou eliminando o objeto que nos é incomodo que vamos melhorar. E afinal, é para isso que estamos aqui. Para melhorar. Não vale morrer pior do que quando nascemos.

Como dizia Guimarães Rosa, ” a gente morre pra provar que viveu”. É bem por aí.