Dezembro 2007


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Tenho certeza de que 2008 trará grandes alegrias, pequenas tristezas, alguns problemas, muitas soluções, pequenas derrotas e grandes vitórias para todos nós, por que esta é a vida, independente do ano em que estejamos.

Então, já que é assim, não deixem de aproveitá-la em nenhum instante, pois haverá uma experiência nova a cada minuto. E esta é a grande graça de viver!

Obrigada a todos pelas visitas ao Malagueta em 2007 e um feliz ano novo bastante apimentado para vocês!

Até 2008!

Vocês podem pensar aí que não tem graça escrever sobre o próprio irmão. (Quase) todo mundo tem irmão, oras. Mas acontece que o meu é diferente. Ele deve ter sido trazido por alguma cegonha marciana, ter caído do caminhão do circo ou gerado em laboratório (o que é mais provável) – e depois entregue aos meus pais, que disfarçariam bem a chegada daquele ser estranho na Terra.

O principezinho, ou melhor, o “king” do nosso lar é mais velho do que eu 1 ano e 8 meses. Ou seja: não bastava o Artur ser um menino, ainda é o “mais velho”. Ele veio primeiro! O “mais velho” já é estrelinha por natureza, mas o meu irmão vai além do infinito.

Tudo o que ele faz ou fala eu dou risada. É assim desde que éramos crianças. Mas o que eu podia fazer? O cara era (é) um “showman”, e eu era (sou) apenas uma garota em busca de diversão e gargalhadas!

Não era minha culpa se o sujeito foi engenheiro criativo desde sempre. Eu brincava com minhas bonecas e dançava com os meus cd’s (na verdade eram vinis) na sala ou na cozinha, ele brincava com seus brinquedos eletrônicos e os consertavam quando quebravam . Eu jogava vídeo-game com ele, e ele só ganhava, mas era bonzinho e deixava eu ganhar (às vezes). Eu escrevia uma redação digna de um prêmio literário e ele ganhava as Olimpíadas de Matemática. Tudo que o pirado fazia ou inventava era legal, engraçado e digno de uma salva de palmas.

Até as imbecilidades do meu irmão eram hilárias, apesar de algumas me comprometerem. Não lembro a ordem correta dos acontecimentos, mas vejam isso:

- ele já colocou fogo na mesa e me culpou por isso. Eu, criança, acreditei, levei a culpa e anos depos descobri que foi ele (levamos a mentira tão a sério que eu mesma acreditava ser a culpada);

- ele já me fez abordar os outros no portão para vender “lembrancinhas”, senão falava que eu não era corajosa;

- ele já jogou mini bexigas de água num trenzinho quando estávamos na praia e levou um soco do passageiro que desceu super irritado com ele – juro, fiquei com medo, parecia que até tinha entortado o nariz dele;

- ele já esqueceu mais de 1000 vezes a carteira, documentos, dinheiro e eu tive que salvá-lo.

- ele já entrou na contramão de uma rua (tudo bem, dou um desconto por ele não conhecer a região por qual passava) e saiu em frente a uma delegacia.

Duro mesmo é ter que admitir que muitas das coisas bestas-sensacionais que meu irmão fazia me davam uma inveja danada e uma vontade alucinante de fazer igual. Hoje ele já é mais discreto quanto à sua vocação para fazer espetáculo. Mas o tal ainda toca bateria como ninguém (não lembro dele ter ido em aulas, pois o desgraçado aprende de ouvido). Ainda esquece tudo. Ainda sabe coisas sobre todo e qualquer assunto, como se tivesse uma enciclopédia na cachola.

Em compensação, agora ele tem uma fada nipônica (não bastou uma Amanda na sua vida, ele arrumou outra) para tomar conta dele. Ele também não é mais um gorduchinho como era na pré-adolescência, ele é um estudante de Física (olha isso!), mas um magrelo que sabe absolutamente TUDO sobre a estrutura da matéria, a caracterização do Efeito Fotoelétrico e determinação da constante de Planck, o experimento de Millikan, a fluorescência e absorção dos raios-x, espectros, teorias da relatividade, da ondulatória, quântica e mais TODAS algumas aí.

Está com um jeito mais normal, é verdade. Tá, não tão normal assim, estudando tudo isso, tadinho. Mas à mim, sua platéia de sempre, ele não engana. O “showman” acaba de completar 23 anos em pleno auge do estrelato.

Parabéns Tu!

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Querido Papai Noel,

Que saudades meu bom velhinho! Espero não estar incomodando, sei que a correria anda grande e o tempo é curto. Queria poder te ligar, ou te mandar uns e-mails para trocarmos umas idéias, mas escrever com certeza é o meu forte, ou pelo menos, é o que me dá mais orgulho!

Tenho tantos pedidos, mas prometa pra mim que você (posso chamá-lo de você? Ah, já chamei!) vai cuidar de cada um com carinho, sempre dando atenção primeiramente aos pedidos dos mais necessitados, pois, graças à Deus e aos meus pais, eu tenho tudo que preciso. Bom, então vou começar com a minha listinha:

Desapontamento por você ir embora – Por estar numa fase em que eu sempre lembro de quando eu era criança (ainda sou, quando posso) e por adorar nostalgia da infância, quero voltar a sentir aquele desapontamento quando meus pais me acordavam dizendo que você tinha acabado de passar em casa mas eu perdi porque dormi demais (os pais são meio sádicos às vezes, não?).

Como era bom o sentimento que virava euforia dois segundos depois quando eu lembrava que, se você havia passado, então eu podia ter certeza de uma coisa: presentes! Era tão boa essa época em que eu ainda podia ter certezas, que as desilusões viravam surpresas e os olhinhos brilhavam mais rápido do que a velocidade da luz (é, sou da teoria de que a luz, por algum motivo, é mais rápida nos olhos de uma criança).

Você sabe que eu me dediquei na faculdade, tirei boas notas e até consegui um trabalho legal. Mas nem tudo é perfeito, né Noel?! Por isso, segue o segundo item da minha lista:

O emprego dos meus sonhos – Aquele sabe, você sempre sabe o que a gente sonha, mas vou dar uma ajudinha: aquele em que vou viajar, fotografar e informar o mundo! E nele também irei praticar um pouco de cada área, até esportes radicais (apesar de saber qual profissão seguir, não sei bem a editoria ainda, isso vai ajudar bastante) e, ainda, vou fazer as coisas que não pude fazer quando criança por excesso de cuidado da minha mãe.

Esse ano, no campo das amizades, descobri que muitas pessoas não mereciam a minha amizade (por falsidade mesmo, a final, nem todo mundo é perfeito né?!) e ao mesmo tempo, descobri que tenho poucos amigos, de verdade mesmo, e raros! Ganhei a amizade de pessoas maravilhosas e infelizmente, perdi uma amizade que, por mais que não fosse muito próxima, fez diferença e fará falta. Dentre tudo isso, lá vai o terceiro item da lista:

Rumo ao futuro dos meus amigos: quero fazer um pedido especial ao meu grupo de amigos da faculdade: eles foram os melhores em tudo, se estressaram , fizeram os trabalhos com a maior garra (tá bom, só alguns deles fizeram, mas fazer o que né?!), por isso, que consigam tudo, tudo, principalmente um emprego na área, mas que saibam que são os melhores do mercado, os melhores dos melhores e que aprendi a amá-los.

Que a Priscila consiga passar por todas as dificuldades que tem enfrentado e que o roteiro do filme dela (aliás, escrito por mim) se realize e que ela seja muito feliz; que a Michelle consiga controlar sua ansiedade e impulsividade, que o amor dela lhe dê mais valor e que ela consiga comprar uma casa em Trindade; que a Mayra tenha sucesso em sua vida sentimental, que ela suba de cargo na Porto e que reúna mais forças para continuar as atividades acadêmicas; que a Marina enfrente os novos desafios na nova agência que está trabalhando, mas que tenha mais tempo pros amigos, faculdade e namorado; que a Monique tome juízo; que a prof. Magda consiga lecionar no curso que ela quer tanto ( e eu também), que ela continue sendo essa pessoa forte, alto astral , família e mãezona dos alunos; que o Marcos não vá para o Canadá, que consiga entrar numa agência e também, gravar um cd; que a Julia case e se torne a rainha dos eventos. Que todos, até os que não foram citados, saibam que os amo demais.

Ah, muita saúde pra todos também! E não esqueça de deixar o meu enorme abraço debaixo da árvore de natal deles e que eles contem comigo sempre que precisarem, sempre…

No quarto pedido Noel, apesar do prefeito aqui da cidade ter implantado uma lei pra deixar a cidade limpa, o mundo continua muito poluído, por isso, sugiro que você, com todos os seus conhecidos (já que rodou o mundo né?!), se juntasse com uns amigos especialistas e criassem um remedinho pra isso:

Pílulas de preservaçãopode ser até injetável, mas que tenha efeito colateral, assim, quem ficasse sob o efeito da preservação não destruiria mais a natureza. Imagine Papai Noel, isso seria a melhor invenção do mundo! As ruas estariam limpas, a Amazônia e outras florestas salvas, as cidades salvas de enchentes e outras catástrofes. Todos os lugares não estariam mais amaldiçoados pela ganância de pessoas que também infelizmente contaminam o mundo (já disse, nem todo mundo é perfeito, mas nesse caso não se pode fazer nada, a não ser desejar que elas mudem os pensamentos! Sair matando esses indivíduos não é uma boa idéia e nem serviço pra você, né Noel?!).

E só mais uma coisinha – é que sofri esse ano em alguns eventos e, pra não passar por isso novamente, te peço, juro, é a última coisa:

Música instantâneapra quando eu chegar nas festas, logo comece o rock’n roll, como por captação de sinal, assim não teria mais festa ruim, aquelas que a gente vai pra não perder a amizade, mas poderia ser só na minha cabeça, o resto pode ficar escutando pagode e funk, ninguém tem que gostar das mesmas coisas que eu. Entendeu?

É isso!

Acho que me estendi, mas desejo que você consiga ler esta minha cartinha e que possa agregar o amor, a paz e a humildade. E olhe por mim, pois sou como uma criança. Às vezes me perco, mas é que a vida anda muito difícil mesmo.

Sei que não será fácil, mas você é Papai Noel, tem poderes mágicos e um exército de elfos trabalhando para realizar o impossível, afinal de contas, um dia me disseram que o senhor não existe. Só na infância, depois evapora. Mas como há tantas coisas por aí que não dá pra acreditar, então resolvi arriscar.

Um grande beijo, cheio de carinho!
Feliz natal e um ano novo próspero, repleto de realizações (suas e de todos nós, né Noel?!).
Amanda Gelumbauskas

Antes de estudar comunicação eu tinha uma opinião muito ruim sobre os publicitários. Sabe aquela história que eles induzem as pessoas ao consumo e só?! Pois é, nunca parei para ver a parte técnica, para analisar propagandas como faço hoje (por hobby). É até divertido! E para deixar bem claro, não tenho nada contra eles, não mais. Mas confesso que durante as aulas em que fazia trabalhos voltados para a área, ficava num estresse só, bufando porque não era estudante de pp.

Sabe daquela outra história que o feitiço vira contra o feiticeiro? Pois é, agora eu sei bem como é isso.

 Numa conversa com um grande amigo, professor e publicitário levantamos os altos e baixos do ano. Ele disse que se lembrou do quanto eu reclamava dos publicitários. Pois é, graças à ele, adivinha onde eu fui trabalhar: numa agência de publicidade, em meios a jornalistas e outros profissionais de comunicação. Vivendo lá descobri muitas coisas boas desse mundo da propaganda e aprendi muitas coisas úteis que me ajudaram, por exemplo, a ganhar o Top de Criação por elaborar junto com uma amiga uma peça publicitária. 

Outra coisa que eu falei muito, e até comentei com minha amiga Bia, foi sobre jornalismo esportivo. Não vou esquecer quando falei para ela: “jornalismo esportivo é fácil, por isso nunca pensei em segui-lo”. Tudo bem que eu nunca soube ao certo o que seguir no jornalismo por gostar de muitas coisas. E olha que eu já joguei futebol, handbol e vôlei, além de ser fã de automobilismo. Hoje eu sei que nada é fácil, muito menos jornalismo esportivo. Há muitos macetes, os termos nos textos variam sem contar que são tantos atletas, pilotos entre outros, que haja memória para decorar tudo rapidamente. Entre tudo isso, meio que descobri coisas boas a respeito da área de esportes. Tudo por que? Porque na agência de publicidade, o primeiro evento que cobri foi esportivo. E depois disso, não parei mais, ficando entre jogos e corridas.  

“Fala sério”. É ou não é ironia do destino? Vou começar a odiar os milionários. Será que vai dar certo também?

Pois é, eu falei em sorrisos no post anterior, mas nem tudo foi sorrisos por aqui na Stock Car, em Interlagos. O autódromo parou. Até a sala de imprensa, que sempre é puro falatório e correria total, silenciou. Sensação horrível. Pilotos, equipes, assessores, fotógrafos, jornalistas caindo no choro pelo acidente fatal de um piloto da equipe FTS Competições.

O paranaense Rafael Sperafico, 27 anos, morreu neste domingo após um grave acidente durante a etapa da Stock Car Light, aqui no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Segundo Dino Altmann, médico-chefe do autódromo, a morte foi instantânea por traumatismo craniano e parada cardio-respiratória. Na sexta volta da última etapa da categoria, Sperafico perdeu o controle do carro na curva do Café e bateu na barreira de pneus. Quando voltou para o asfalto, com o carro de lado, num choque em “T”, ele foi atingido com violência pelo veículo de Renato Russo, que não conseguiu desviar. O carro do Rafael ficou completamente destruído.

Renato Russo foi retirado do carro estável, mas sofreu um leve trauma crânio-encefálico e um trauma toraco-abdominal. Ele foi transportado para o hospital São Luiz para fazer exames e uma laparoscopia devido ao acúmulo de sangue no tórax que se deu durante o impacto. “Atendemos o Renato Russo com trauma crânio-encefálico, trauma toraco-abdominal do lado direito e perda momentânea de memória, mas ainda no centro médico do circuito ele demonstrou estar consciente e com todos os sinais vitais estáveis. Haverá novas avaliações do estado do piloto no hospital, mas não há risco de morte”, disse o médico Altmann na coletiva que ele deu para os jornalistas aqui na sala de imprensa.

Em virtude do acidente, o restante da programação foi cancelado. A corrida da Stock Car Light não retornou e a Stock Jr. nem mesmo largou para a última etapa.

Condolências à família Sperafico e paz ao Rafael.

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Foto: André Durão

Escrevo esse mini-post direto da sala de imprensa da Stock Car em Interlagos. Estou aqui, rodeada de pessoas e jornalistas do país inteiro, desde quinta-feira (6) na maior loucura. Confesso que cobrir um evento automobilístico é uma das coisas mais gostosas que venho vivenciando, apesar de que, chega uma hora que os barulhos dos carros penetram na nossa mente e perfuram os tímpanos. Você chega até a sonhar e não vê a hora de chegar num lugar silencioso.

O mais gostoso ainda, é ver os olhinhos de pessoas que você adora brilharem por uma boa ação: levá-las para conhecerem o circuito e um longo passeio pelos boxes com direito fotos e tudo mais que um fã de automobilismo pode ter. Dia de muito trabalho e muitos sorrisos. É por essas e outras que amo minha profissão.

Durante o mês de novembro, a Universidade Cruzeiro do Sul – Unicsul promoveu o 6º Top de Criação Publicitária. E em meio a muitos momentos ruins no mês de novembro, no dia 21, ganhar o 3º lugar do Ciclo Básico nesse concurso foi um acontecimento muito bom para mim e minha amiga Priscila Queiroz.

Fizemos o trabalho meio que obrigadas para a matéria de Produção Gráfica (reclamamos para o professor que tudo estava voltado para publicidade – afinal, escolhemos cursar jornalismo), mas provamos que uma criação dessas com uma boa redação, feita por duas jornalistas, deixou muitos publicitários para trás.

Aos meus amigos publicitários, será mesmo que vocês sabem escrever? Calma! É uma brincadeira!

Esse é nosso trabalho vencedor:
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