Parece que a aceleração é mais do que constante. É uma corrida e a cada passo um desafio. De ressignificar. De recomeçar. Parece esporte. Uma olimpíada para superar os tempos anteriores, especialmente na clássica dos 100 metros.

O problema é o preparo físico e mental, exige demasiadamente demais. Passa tão rápido, que não dá para ver o caminho, nem ninguém. E cansa. Só não pode perder o foco: concluir a prova. Mas antes da chegada, há tanto o que fazer, principalmente não sentir o caminho estreitar. É preciso tanta coisa antes de chegar. Será possível fazer o trajeto inverso? Só para adiar um pouco…

Planos, são muitos. Estratégias, todas as possíveis. Coragem? Cuidados… A chegada se aproxima. Haverá um amanhã para comemorar? Há tanto para comemorar, com ou sem adversários. Nessa altura do campeonato, não importa. Pena que o pódio dura pouco. É curto o espaço de tempo, o intervalo entre as provas é pequeno.

Vida de atleta nem sempre é estrelato. É superação. Mas a vitória sempre vem…

STF derruba exigência de diploma para jornalistas

Estou completamente indignada com a decisão do STF em não exigir diploma para atuar na área. É revoltante o argumento de que a nossa profissão é contra a constituição, pois limita a liberdade de expressão dos cidadãos. Agora veremos modelos atuando como jornalistas, filhos de deputados alimentando o ego, um sonho mesquinho.

Primeiro tentaram criar um Conselho para vigiar os jornalistas. Hoje derrubaram os jornalistas. Amanhã, quem sabe, não se derruba um médico, um advogado? Quem sabe, posso brincar de uma profissão por dia? Quem sabe se não vão derrubar Presidente da República? Ah, esqueci, para ser presidente não precisa de diploma. A partir de agora, diploma só para picareta e corrupto.

A verdade é que político não gosta da nossa profissão. Isso é fato. Afinal de contas, informamos todas as canalhices que eles estão envolvidos. O que eles querem é gente sem capacidade para não informar as mediocridades!

Ainda compararam nossa profissão com a de um chef de cozinha: “Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área”, comparou Gilmar Mendes.

“Geito”, “agente”, “concerteza”. Vão se acostumando. Lead? Esquece.

Só lamento………………………..

Li esse post no blog Casa Amarela 140, da Silvia, e fiquei pasma com o conteúdo.

Impossível as pessoas não se notarem, não se perceberem. Às vezes, um oi ou um sorriso são suficientes para mudar o humor de muita gente.

Como escrevi no comentário, as pessoas ligam o automático e esquecem que o companheirismo, a troca de experiências, o simples fato de saber se alguém está bem faz uma diferença tamanha em meio a nossa correria diária em busca de tudo, seja no trabalho, nos estudos ou na vida pessoal.

Este assunto me fez liga-lo a um pensamento que tive no caminho da redação, pela manhã. Além de se notar, as pessoas precisam se importar mais com os outros. Não no sentido de fofoca ou de controle à vida alheia, mas no quesito educação e solidariedade mesmo. Na realidade, meu pensamento começou neste domingo, enquanto assistia uma aula no CFC. Se precisamos de habilitação para dirigir, deveríamos ser habilitados para andar de transporte coletivo.

Não sei se daria certo. Minha instrutora comentou que os motoristas de ônibus passar por testes em que ficam em pé dentro de um ônibus, com uma parte do corpo amarrada, de olhos vendados, ou com sacos de arroz em um dos braços, como se fossem deficientes físicos ou mães com criança, para saber o que as pessoas enfrentam no dia-a-dia em um coletivo. (Muito deles são heróis, não é nada fácil o transporte público em São Paulo). Apesar de muitos motoristas esquecerem a lição, é uma alternativa para melhorar qualidade e o tratamento do serviço.

Voltando ao meu pensamento de hoje cedo, acho que muita gente poderia passar por esse procedimento. Começando com aulas básicas de educação e cidadania, já que infelizmente muitos não recebem em casa ou pularam essa parte no aprendizado, e terminando com aulas práticas como as dos motoristas.

Não sei, ando tão revoltada com a condução e as horas inaproveitáveis e estressantes com a falta de educação de muitos…

Gente, vamos colaborar? Cada um fazendo sua parte, que tal?

De volta em mais este ano que promete ser “daqueles”.

Ano passado tirei férias, até de mim.

Me estressei com a quantidade de trabalhos, jobs e com pessoas que não sabem nem a razão de existirem, e que deram certo trabalho. Sem entrar em detalhes. Por isso resolvi tirar férias. Mal tinha tempo de produzir um pensamento corriqueiro.

Dois mil e oito também foi um ano de conquistas e de mudanças. Trabalho novo, núcleo novo, experiências jornalísticas novas e….ainda, no campo sentimental, fui pedida em casamento. Pois é, fiquei noiva!

Parando pra pensar, tanta coisa mudou. O presidente dos Estados Unidos, a situação no Oriente Médio (para pior), a natureza ficou mais brava e até a nossa língua…

O que que está acontecendo? Ordem? Progresso?

Só sei que para começar o ano bem, já estou com meu livrinho básico na mão e, que será minha bíblia pelos próximos tempos: “Escrevendo pela nova ortografia”, do Instituto Antônio Houaiss, afinal, as mudanças já valem para a mídia, né?!

Que venha 2009, já sabendo sua intensidade será dobrada, em relação ao ano passado…

Após férias prolongadas daqui, preparo meu retorno, previsto para breve.

Só estou esperando o furacão passar e minha recuperação ser de 100%.

Até breve.

Estou cansada. Mas isso de forma alguma é uma coisa ruim. Tem se refletido no pouco tempo que tenho passado pra atualizar o Malagueta. E olha que não é por falta de vontade.

Faculdade, Stock Car, Communica… essa tem sido minha rotina ultimamente, a minha correria.

O problema é que os dias viraram uma grande brincadeira de “pique-esconde”. Assim, a hora de sair de casa até sei… é aquela na qual eu preciso levantar da cama mesmo não querendo, apertar umas 2 ou 3 vezes o botão de soneca do celular, e comer uma tigela de leite com cereais de chocolate quando dá tempo ou deixar isso pra resolver outra hora, porque há coisas muito mais urgentes a serem resolvidas.

E às vezes eu fico feliz com um monte de bobagem e, em outras, saio desanimada, com pensamentos negativo acompanhados de pedidos de desculpas (uma parte é o Metrô de todos os dias às 7h30 da matina) . E vou reclamar do quê? No final, acaba sendo divertido ver o tempo passar. Acordar às segundas pensando “ainda é segunda”, e às sextas “mas já é sexta-feira?”.

Às noites têm sido da faculdade. É estressante não poder fazer outra atividade porque ela toma muito do meu tempo, mas ao mesmo tempo, amo estar lá. Os sábados, têm sido do inglês e dos trabalhos da faculdade, isso quando os deixo de lado para cobrir a Stock Car.

Comecei a valorizar um monte de pequenos prazeres, como almoçar em casa, poder ver um final de tarde qualquer, assistir televisão (o ócio faz bem para minha criatividade), passar horas na Internet (apesar de não ter muita paciência…tenho preferido ler mais livros do que ficar no meu pc), e outras e outras e muitas outras.

E fiquei até mais disciplinada. Todas as noites antes de dormir, todos os dias ao acordar, agradecer e me animar para atingir meus objetivos (nesse meio tempo, tive muitos estímulos para ir em frente). Sem contar do meu esforço para deixar a preguiça de lado e me arrumar mais: cabelo bem penteado, uma maquiagem leve. E um salto alto de vez em quando.

Já acabou o dia e acho que já tive aventuras demais…

Acabei de ler o livro Metamorfose, do Franz Kafka. O autor retrata os nossos medos, e, acima de tudo, o receio do seu personagem Gregor Samsa não ser aceito como igual. Ele mostra, com efeito, o desespero do homem perante o absurdo do mundo.

Genial.

Para entender: Gregor Samsa, a personagem principal do livro sofre uma transformação que o torna um inseto gigante, um ser grotesco, forma essa, bem ousada de nos levar à uma análise dos nossos próprios atos. Com essa metamorfose, emergem o medo da sociedade em aceitar as diferenças, uma vez que a própria família de Gregor, vendo a sua brusca e inesperada tranformação, o marginaliza, com exceção da irmã, que apesar do repúdio, o tenta alimentar e perceber. Gregor, condenado pelo mundo que não o compreende, acaba confinado a um pequeno quarto até à sua morte. O personagem, que antes de sua mutação era um caixeiro-viajante com projetos pessoais e outros para a família, tornou-se incapacitado e alterado fisicamente, tendo suas planificações irrealizáveis.

O livro descreve os passos e pensamentos de Gregor já como inseto e o fato dele se interrogar e não entender uma realidade social tão hostil. No processo de metamorfose, ele deixa de ser compreensível – deixa de emitir a sua voz humana, passando a emitir um sibilar de inseto, além de seus movimentos não passarem de um silvar, mas, no entanto, para Gregor o mundo continua a ser claro, perceptível em gestos e linguagem. Ele próprio apenas percebe de que já não o compreendem pelas reações externas, e na sua cabeça, a voz continua igual.

A Metamorfose, lança um olhar feroz sobre a marginalização – não no sentido que lhe atribuímos hoje, mas no sentido de alienação do indivíduo. Com base nisso, será que nós também somos iguais ao Gregor Samsa?

Ele, ao perceber que se transformou em um inseto, tudo o que pensa é em não decepcionar a família e começa a aceitar a idéia de ser um inseto, da mesma forma como aceitamos a maioria das coisas.

Eu não sei vocês, mas acho temos sofrido com essa metamorfose, e constantemente. Sinto um Gregor Samsa dentro de mim, porque sou um inseto perante a destruição das matas brasileiras, conforme saiu hoje no Estadão; sou um inseto perante ao nosso governo, perante ao molusco-presidente brasileiro que acho que nem sabe a diferença do joio e do trigo; sou inerte perante os colunismos sociais, que dizem que sociedade é quem tem o “rabo” cheio de dinheiro e a cabeça cheia de futilidades. Eu condeno muitas coisas que acontecem, tento fazer a minha parte, mas, às vezes, é pouco. Somos poucos contra muitos? Ou muitos (com pouco) contra poucos (com muito)?

E ainda, no final da História, Gregor Samsa padece após tantas injustiças e a certeza de que tentou, mas não conseguiu. Será esse o nosso fim? Se for, é muito triste… Essa obra do Kafka, é, sobretudo, uma história de alerta à sociedade e aos comportamentos humanos.

Essa febre de Big Brother, experiências vividas por mim nos últimos tempos, análises que tenho feito durante essa minha fase mais recatada, de mais observação, têm me levantado alguns questionamentos, entre eles, a falsificação de gente.

Por que existe tanta falsidade? Porque as pessoas não estão prontas para a verdade. A verdade é como o clima, muda, tem nuances. Um dia você está feliz de verdade, no outro está chata de verdade e, no outro, quer ficar sozinha de verdade. Tem gente que não aceita não, não aceita rejeição, não aceita nada que não seja o que ela espera. São pessoas com baixa tolerância à frustração. Magoam-se. Ofendem-se. E, imediatamente, partem para a agressão e a vingança.

É o cara que dá um soco na frentista que disse apenas que ele não poderia deixar o carro no posto de gasolina do patrão. O irmão que mata outro por causa de uma partida de futebol. É a mulher que corta o membro do marido que cometeu uma traição. Gente mesquinha, passivamente arrogante, travestida de gentil que só mostra educação quando recebe o que espera. Quando o outro diz não, ela abre a jaula do leão. E ataca.

Tudo bem, é comum ouvir: “eu sou um ser humano, tenho minhas vontades”. Mas será que é difícil entender, depois de levar um tapa da vida em situações que insistimos e não obtivemos sucesso, que nem sempre tudo é quando e como a gente quer?! Será que nunca ninguém estragou o dia de alguém por um mísero detalhe que não deu certo, apesar do restante ter dado? (Eu sei que estraguei muitos quando me apegava à detalhes e à perfeição de certas situações, às vezes, ridículas). Não digo que não temos que insistir às coisas que almejamos, mas temos que nos adaptar ao que nos chega. É que nem no filme “Todo Poderoso”, quando “Deus” faz todos ganharem na loteria ou quando “Ele” responde os e-mails com um “sim” para todo mundo.

Por isso gosto tanto de gente verdadeira. De gente que fica de mau humor num dia, que rosna, que sorri, que faz de tudo. Essas pessoas são reais. É melhor desconfiar de quem está sempre sorrindo e fazendo a boazinha. Acredito que quem é (ou tenta) ser 100% de um jeito, não é verdadeiro. Faz tipo. Na natureza só a mudança é constante.

Se a gente for pautar nossa felicidade a partir das justiças e injustiças da vida e de tudo, estaremos condenados ao calabouço dos infelizes. Toda essa midiosfera que nos envolve está cheia de exemplos, a começar pela política, e por aí vai. Porém, citá-los aqui seria um livro sem fim.

Só que a Justiça e a Lei não são o que temos em mente. Penso que há duas soluções: lutar pelos ideais coletivos nos quais acreditamos, de maneira sensata; e ampliar os horizontes e desfocar os olhos das coisas que nos causam irritação, incômodo, inveja.

Nós comemos comida estragada? Produtos vencidos? Não – a não ser que não nos preocupemos com a data de validade. Então, não podemos, não devemos consumir nada em nenhum meio que não seja bom para nós, também na comunicação.

É bem como meus professores e colegas de profissão falam: “não gostou? Mude”. Mudemos o canal, mudemos o mundo, mudemos o jeito de pensar. Não é nos destruindo ou eliminando o objeto que nos é incomodo que vamos melhorar. E afinal, é para isso que estamos aqui. Para melhorar. Não vale morrer pior do que quando nascemos.

Como dizia Guimarães Rosa, ” a gente morre pra provar que viveu”. É bem por aí.


Dois novos blogs prometem:

O blog da Michelle, uma jornalista que vai dar o que falar: Forno de Palavras .

E o blog da Aline, ou melhor, o Blog da Nini, agora, uma jornalista de casa nova.

Estou aqui na torcida, ansiosa para saber o que está por vir.

Bem vindas à blogosfera!

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